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| 08/05/08 15:48 |
O bolinho
Sabe quando você olha para alguém e imediatamente se sente atraída pela pessoa? Com ele foi assim. Aquela coisa sem explicação. Eu o conhecia de vista e tudo que eu sabia é que ele era um charme. Me lembrava o Marlon Brando quando jovem. Um arraso de calça jeans e camiseta. Um dia ouvi seu nome da boca de outra pessoa, daí foi um passo para eu descobrir o sobrenome e a data de aniversário dele.
Na tal data comemorativa, resolvi provocar uma amiga dando a idéia de comprar um bolinho de aniversário para o moço. O diminutivo das palavras no mundo masculino é um terror, mas no universo feminino usamos quando somos meigas. E eu fui.
Quando a gente não quer fazer as coisas, damos as idéias para as pessoas erradas. Essa amiga é aquele tipo de moça que ia comprar minha a idéia rapidamente e transformar água em vinho, chão em céu e iria adiante comigo. Logo, dei a idéia para a pessoa certa. Planejamos cuidadosamente a compra do bolo. Algo que fosse significativo, porém pequeno. Nada de laços, papéis coloridos e fanfarra na entrega. O gesto era mais importante.
Fomos procurar um bolinho. A via crucis da compra foi divertida. Não sem antes eu me sentir muito patética, claro. Todos os bolos eram enormes ou muito coloridos. Pior, era época de Páscoa, tudo tinha coelhinho. Eu queira um gesto nobre, não idiota de minha parte dando um coelho para o moço.
Achei um muffin, comprei e no mesmo instante comecei a pensar no pânico da entrega. Como faria? Eu queria ser anônima, dar material para a reflexão do moço.
A entrega foi feita por um portador. A reação dele foi sensacional. Eu ria mais do que ele ao vê-lo abrir o laço do embrulho verde escuro e ler o cartão sem minha assinatura dizendo que adoraria fazer a entrega pessoalmente. Minutos depois fiquei pensando que ele poderia achar que era alguém conhecido tirando o sarro da cara dele. Ou pior, que fosse outra moça.
Neste mesmo dia fui conversar com um grande amigo. O amigo que certa vez me disse que o diabo sabe mais simplesmente porque é mais velho. Achei que com a experiência de vida que ele tem, eu poderia ouvir algo útil nessa empreitada de aproximar um desconhecido.
“Ele pode não gostar de mim. Contamos sempre com esta possibilidade na vida, não?”, pergunto na tentativa de ser realista.
E continuo explicando meu ponto de vista: “Ele pode me olhar, mas não me ver”.
Olho para meu amigo e me calo para esperar algum tipo de reação. Qualquer reação, desde que rápida.
Ele me olha com ternura e calma e diz algo que só um amigo pode dizer: “Eu tenho certeza absoluta que ele te olha e te vê. Digo mais, ele torce para que tenha sido você, sua boba.”
As palavras dele me tranqüilizaram, mas (sempre tem um ‘mas’ para atrapalhar) eu nunca falei que eu era a dona do bolo. Achei que a chance de falar apareceria. No momento certo eu falaria. Sem titubear. A oportunidade não veio (ou ele não deixou vir, não sei) e a vontade de falar já virou mais uma página.
Já conformada que talvez eu nunca fale sobre este assunto com ele, aprendi que o “quase” é a maior distância entre duas pessoas. Ele lá. Eu cá. Quase.
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| 06/05/08 12:32 |
Carrie, a estranha
Estou com a Criativa deste mês em mãos e a diretora de redação escreveu um texto com o título “A Carrie às vezes é BEM TONTA”. A Carrie que ela se refere é a protagonista do seriado Sex and the City. A moça que vive um eterno vai e vem com o amor de sua vida, o Mr. Big.
Outro dia ouvi uma pessoa dizer que o homem de nossas vidas só leva o título de “homem de nossas vidas” porque não está com a gente. Se estivesse, a história seria outra. Vocês concordam?
As pessoas que estavam conosco a mesa concordaram e para alguns doeu ouvir essa dose de realidade. Mr. Big entra e sai da vida de Carrie e supostamente este é o homem da vida dela. Em um dos episódios ela tenta explicar o relacionamento deles e diz: “Somos como aquela parede vermelha, uma boa idéia que não funciona na prática”.
A atriz que interpreta a Carrie - Sarah Jessica Parker - dá uma entrevista para a Criativa falando sobre estes relacionamentos. Ela diz que existem mulheres que não se importam em receber um retorno afetivo minguado e que se ela fosse a Carrie, já teria dado um pontapé na bunda do Mr. Big.
Eu concordo com elas e ainda ouço a opinião do meu irmão. Ele diz que este retorno minguado nada mais é do que ilusão. Aquela esperança tola que nós, mulheres, temos e que mantemos achando que um dia tudo vai dar certo. Não vai. Ilusão é enganar os sentidos e é também tudo aquilo que dura pouco.
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| 06/05/08 12:28 |
Um olhar direto e um sorriso bastam?
Uma pesquisa britânica concluiu que um olhar direto e um sorriso podem tornar uma pessoa oito vezes mais desejável. Os cientistas da Universidade de Aberdeen, na Escócia, reuniram para alguns voluntários vários conjuntos de imagens e agruparam estas imagens em pares de modo que a mesma pessoa aparecia olhando diretamente para a câmera ou olhando para o outro lado.
A descoberta? As pessoas gostam mais de rostos com um olhar direto. E mais, elas gostam de ser vistas e acham isso atraente.
Minha pergunta é: as pessoas podem gostar ou se sentirem atraídas por quem se sente atraído por elas? Se você sorri e mantém o contato visual instantaneamente se torna mais atraente aos olhos do outro?
Eu duvido um pouco que a tática inicial de conquista envolva somente estes dois fatores, mas por via das dúvidas vamos praticar e ver no que vai dar.
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| 28/04/08 18:37 |
A fotografia
Todos nós temos álbuns de fotografias, eles propositalmente representam dias felizes. Você nunca vê os dias infelizes em um álbum, mas são eles que te levam de um dia para o outro em um relacionamento.
Revejo agora meus antigos álbuns, você está em muitas fotos, em quase todas que representam os dias onde havia a ausência do medo de ser delirantemente feliz. Mesmo quando você não está na foto, há um pouco de você em todos os lugares. Sempre te carreguei comigo em meu olhar.
Sua mãe achava que éramos perfeitos. Tenho muitas fotos tiradas por ela. Nas montanhas, na neve, nos jantares em casa, nas festas de aniversário, nos barcos, nos parques, onde quer fosse. Ela era a testemunha ocular. Sem querer, dia desses, achei uma delas, solta, não estava no álbum. Era a única foto que não queria olhar. Claro que olhar fotos antigas é lembrar do passado, mas eu sempre evitei te olhar depois do fim.
Naquela foto era seu aniversário, meu sorriso era tão irritantemente feliz que eu nunca mais queria tê-la achado. Em contrapartida, nunca tive coragem de rasgá-la. Foi o último presente que sua mãe me deu. Estando alegre, triste, brava ou de bem com a vida, eu nunca resisti aos seus olhos fascinantemente azuis. Bastava você me olhar e o mundo mudava. As palavras não se faziam necessárias. Naquela foto você me olhava do jeito mais encantador e apaixonado da face da Terra, talvez porque eu também só tinha olhos para você.
Eu nunca soube te dizer adeus. E você me disse que eu nunca saí da sua vida, que estou sempre ao seu lado, junto com você, ainda que no inconsciente. Muitos anos se passaram e as pessoas ainda não entendem porque nos separamos. Talvez nem nós. Quando me perguntam o que aconteceu, o que consigo dizer é: Erro geográfico. Apenas nossas latitudes e longitudes não combinavam.
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| 24/04/08 15:20 |
Never EUI
Li na revista GQ uma matéria sobre etiqueta no envio de e-mails. Não há regras, nem livros sobre o assunto e dicas são bem-vindas.
Um dos tópicos chama-se ‘Never EUI - E-mail under the influence’, ou seja, nunca mande e-mails sobre influência de álcool, de drogas ou de raiva. A dica é a seguinte: se seus dedos estão tremendo ao digitar saia de perto do teclado.
Pior do que mandar um e-mail sob influência é mandar um sem influência de nenhum destes fatores citados e não obter resposta. Um amigo me diz que e-mails enviados sob efeito de forte adrenalina emocional são os piores. No exato momento em que você aperta o botão ‘enviar’ parece que o seu estômago foi levado junto pelo computador.
O pico de adrenalina é assustador e pode ser comparado ao receio de não obter nenhuma reação do lado de lá. O que, claro, faz parte da vida. Mas quando não recebe nada de volta pensa que prudência, dinheiro no bolso e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
As mulheres adoram inventar desculpas e não existe aquela história de que a pessoa não pegou o e-mail, que deve ter apagado sem querer ou você digitou o endereço errado. A verdade, nua e crua, é uma só: a pessoa leu e não quis responder. Uma vez que você experimenta uma sensação como está, pode acreditar, não vai ter pressa nenhuma para passar por isso de novo.
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| 19/04/08 20:35 |
Celular na mão de bêbado é arma
O título deste texto é o nome de uma comunidade no orkut com 550 integrantes. Eu não sei porque todo bêbado acha que o ex-namorado (a), caso ou amizade colorida vai querer ouvir sua brilhante voz arrastada ou o que você tem a dizer quando já está fora de suas perfeitas faculdades mentais.
Li na revista ‘Quem’ que Leonardo de Caprio tomou uns drinks a mais e ligou para a ex Gisele Bundchen. Queria apenas ouvir a voz da moça. Quem disse que o outro do lado de lá quer ouvir a sua voz? Quem disse que a outra pessoa quer ouvir o quanto você ainda gosta dela?
Eu adoraria que inventassem um dispositivo para desligar o celular assim que ele identificasse um bêbado. Algo do gênero bafômetro do celular. Essa sim seria uma grande invenção do homem, ultrapassando a invenção da roda. Além disso, aos bêbados não seria dada a prerrogativa de falar com quem não estivesse alterado também.
Claro que já liguei bêbada para ex. Claro que já falei bobagem para algum coitado que dormia e foi subitamente acordado no meio da noite. Claro que já não lembrei de uma palavra do que tinha falado no dia seguinte ao acordar. Você já fez isso alguma vez?
Nessas horas não tem nenhum amigo por perto para te impedir de falar ou ainda, se estiver por perto, vai “deixar” você falar com o dito cujo do passado e no dia seguinte também não vai lembrar de nada para te contar. Amnésia alcoólica é o nome disso.
Eu odiava acordar e correr para o celular pensando: “Caramba, será que ontem eu liguei para alguém que não devia?” “Ah, não liguei. Ufa! Mas posso ter mandado recado de texto...” Um terror pensar tudo isso ao abrir os olhos. O corpo desidratado, a dor de cabeça, a boca seca, a palpitação do coração. Muita coisa para coordenar e ainda pensar em ressaca moral.
Hoje em dia me parece que aprendi a lição: Não, eu não ligo para ex quando bebo. Para amigos, sim. Ex, não mais. Desligo o telefone ou torço para a bateria acabar. A gente nunca sabe quando a saudade pode apertar ou a dose de bebida ir além do que seria o suficiente. Nessas horas teria apenas um nome a dar para a situação: reincidência.
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| 17/04/08 00:57 |
E agora, José?
O escritor irlandês Bernard Shaw escreveu que as mulheres devem permanecer imóveis até serem cortejadas. Acredito nele. Poucas coisas são tão encantadoras quanto ser cortejada por quem estamos interessadas. Porém, quando as coisas não andam a gente tenta dar uma força ao destino.
Essa ajuda providencial ao destino um grande amigo chama de gastar energia à toa. Ele fala isso porque acredita que as melhores partes de uma relação acontecem naturalmente. Sem força e sem empurrão.
Eu penso que o “não” a gente sempre tem. Saber que temos a chance de levar um não de alguém nos torna seres adequadamente humildes. Lembro de uma frase do filme Clube da Luta de David Fincher: “essa é a sua vida e está acabando a cada minuto”. Se já temos o não e se a vida está passando a cada minuto. Por que não se arriscar?
A gente só perde o que já tem. Resolvo perguntar aos amigos o que leva uma pessoa a não se interessar ou não se arriscar por outra. Uma amiga diz que as pessoas podem ter um ritmo diferente do nosso. Operam em uma marcha: a lenta.
Um outro amigo diz que tem pessoas que tiraram a sorte grande na vida e nem sabem. Diz que o moço por quem estou interessada pode gostar da mesma espécie que eu gosto: a masculina. Nada contra as escolhas dos outros, mas essa eu duvido.
Vou ficar com a minha versão. Triste, porém realista. Ele não se interessou por mim. É uma pedrada no meio da testa pensar assim, mas é a versão mais próxima da realidade. Eu queria abrir a porta, mas não existe porta. A luz apagou. A noite esfriou. A esperança acabou. E o riso não veio.
E agora Drummond, o que será de José?
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| 13/04/08 23:37 |
Efeito dominó
Assisti a um episódio do seriado Sex and the City. Carrie, a protagonista, está às voltas com seu amor vai-e-vem, Mr. Big. Ele se recupera de uma pequena cirurgia no coração e ela vai visitá-lo. Leva uma caixinha de dominó e monta um caminho com as pedras do jogo. Todas enfileiradas, em pé. Basta um toque e tudo desmoronará. Tudo tão frágil quanto o relacionamento deles naquele momento.
Depois ela encontra as amigas em um restaurante e diz que algumas pessoas entram na nossa vida, na nossa pele e ficam. E que ter algumas pessoas em nossas vidas, amores que nunca se esgotam, só é possível se bloquearmos alguns sentimentos.
Alguns homens também limitam seus sentimentos. Algo do gênero: só posso ir até aqui. Qualquer passo a frente, seria exagero. Seria se entregar demais. Ficar vulnerável. Mas têm momentos em que eles abrem o coração. E é tão difícil para alguns se abrirem que quando isso acontece, nós, mulheres, ficamos felizes que eles estejam por perto e de peito aberto.
Mr. Big sabe que está vulnerável e pergunta para Carrie: “O que estamos fazendo?”
“Não sei”, ela responde.
Ele a olha com ternura e diz: “A vida é curta, kid”.
Ela sabe que ele finalmente abriu o coração. E tudo fica tão calmo que parece férias. Então, é hora dele se perguntar: Quão perigoso é um coração aberto?
No seriado, eles deitam e dormem. Quando acordam, ele pisa nas peças de dominó e derruba tudo. Ela fica deitada na cama olhando para o chão, para as peças caídas e sabe que no mesmo momento em que a calmaria chegou para ela, ele fechou o coração de novo.
Abrir o coração novamente pode acontecer dentro de um mês, cinco anos ou nunca mais. E você se pensar direito - como Carrie fez - e se conhecer o suficiente, deve saber que ter um homem que só abre o coração de tempos em tempos não é o bastante. A vida é curta.
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| 08/04/08 12:06 |
Você sorriu e eu não soube o que fazer
Meu amigo alemão gosta de uma música que diz “sorria mesmo nos dias em que nada mais restar de teus sonhos encantadores”. Sorrir faz bem para a alma e para o coração. Eu juro que já tentei sorrir para você, mas você nunca deixou. Depois, confesso, desisti de te olhar e de tentar.
Dito e feito. No exato momento que faço isso, você me encontra e me solta o sorriso. Um sorriso daqueles que você olha no olho da pessoa, sorriso direcionado, tímido, porém encantador. Em segundos, vejo que abaixa a cabeça, rói a unha e sai do meu foco.
Sabe quando aquele momento que você tanto quer finalmente acontece? E de tanto querer você fica sem saber o que fazer? Este foi o momento. Quando aconteceu só faltei tropeçar. Foi tão inesperado que tudo que consegui fazer foi sorrir de volta, timidamente e também abaixar a cabeça.
Por dentro me senti uma idiota por não ter reação e por ficar te devendo um sorriso escancarado. Sorriso de quem está interessada. Segundos depois eu estava berrando por dentro. Achando inacreditável. As coisas que você quer muito sempre acontecem quando você se distrai. Quando você pára de esperar por elas.
Este foi um daqueles momentos eternos. Como diz o escritor barato, foi o momento em que a Terra tremeu. Primeiro porque percebi que não sou invisível aos seus olhos. Depois porque a sensação foi muito agradável. Eu queria voltar os segundos, passar por aquilo novamente e ter uma reação decente, mas nada é tão bom quanto a primeira vez em que algumas coisas acontecem. Outros sorrisos virão (virão?), mas aquele será sempre o primeiro.
Neste mesmo dia ouvi uma música no rádio (não tenho a menor idéia quem cantava) que dizia “You smile and I want ask you to stay”. Você sorri e eu quero te pedir para ficar. Eu queria brincar de Matrix, fazer tudo passar bem devagar. Ver seu sorriso em slow motion. Te pedir para ficar e sorrir mais de perto.
Vocês podem estar pensando: “Poxa foi só um sorriso. Que exagero”. Só sigo o lema do Cazuza, porque ansiava por um sinal de vida vindo daquele ser há tempos. Minha sábia mãe diz que um sorriso é a menor distância entre duas pessoas. Dá para discordar dela?
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| 05/04/08 18:32 |
De mãos dadas
Dizem que o corpo fala. A forma como você encosta suas mãos no outro diz muito sobre o estágio e o envolvimento na relação. Vocês já prestaram atenção nisso?
Outro dia li em um livro o significado dos três tipos de movimento das mãos em um relacionamento A palma das mãos encostadas é um amor onde um pode contar com o outro. As mãos entrelaçadas, quando seus dedos se cruzam em X com os dedos do outro, é a forma mais quente de envolvimento. As mãos soltas, somente se encostando, significa que nada vai bem e é melhor não encostar mesmo.
Já tive os três tipos de mãos perto das minhas. Me lembrei de um moço que procurava minhas mãos no meio da noite. Ele acordava somente para pegar na minha mão ou encontrar meus dedos e voltava a dormir em segundos. Dizia que saber que eu estava ali era reconfortante. Eu achava o gesto nobre.
Um aperto forte em sua mão e você já sabe que o outro quer ir embora de algum lugar. Outro aperto mais forte e lá vem o monstro dos olhos verde, o ciúme. Em contrapartida, um beijo na mão é uma gentileza. Um gesto romântico.
É interessante o quanto as pessoas se entendem no movimento do encontro das mãos. Quando isso acontece, a conexão está completa. O outro não precisa falar nada. Nem você.
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Julia Duarte |
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| Este blog conta histórias e acontecimentos sobre o universo dos relacionamentos. São os reflexos de uma mente quase imperfeita. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Ou não... |
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