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| 28/11/07 21:13 |
Oito ou oitenta
Ingrid Seward, a biografa oficial do Palácio de Buckingham, na Inglaterra, disse que a rainha Elizabeth é uma pessoa que não têm altos e baixos na vida simplesmente porque não tem emoções. A única coisa que ela tem é uma “smile face”. Se me permitem uma tradução livre, eu diria que ela sorri de mentira. Deve ser chato demais viver assim.
Não é à toa que o futuro príncipe, o Harry, é o membro mais divertido da família real. Ele se diverte com os amigos, bebe vodka pelo nariz, sorri, xinga os paparazzi, se veste de nazista para uma festa a fantasia, paga seus pecados e continua a fazer um monte de barbaridades. A última foi faltar ao aniversário da namorada africana para ir a um jogo. Como conseqüência, ela terminou com ele. Adoro vê-lo com cara de arrasado, de derrotado pelo fim do namoro, tentando todos os artifícios disponíveis que tem a seu dispor para retomar o relacionamento. Isso mostra que o moço tem sentimentos, e mais, que os manifesta apesar do protocolo real dizer que não deve fazê-lo.
Quanto à rainha, parece que ela nunca viveu de verdade e nunca teve aquela incerteza de quando se acha todas as respostas, a vida vem e muda todas as perguntas para deixar a gente sem rumo. Já imaginaram passar uma vida fazendo cara de contente quando seu mundo está caindo?
É uma maravilha sorrir quando se quer sorrir, chorar quando se quer chorar, ser passional, ter sentimentos viscerais, paixão pelas pessoas e se consumir de vida. Djavan canta “se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria isso pra mim é viver”. Concordo com ele. Vocês conseguiriam passar a vida fingindo? Eu não conseguiria e só posso desejar que Deus salve a rainha. Ser oito ou oitenta tem lá seus encantos.
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| 02/12/07 20:00 |
À primeira vista
Um jovem romântico norte-americano fez sucesso nas edições eletrônicas de jornais nova-iorquinos, após criar um site para encontrar uma mulher por quem se apaixonou durante uma viagem de metrô na Big Apple. Patrick avistou uma morena no metrô e se apaixonou por ela à primeira vista. Para ele, a jovem era a mulher de seus sonhos.
O moço é desenhista e com o objetivo de encontrá-la, criou um site com um desenho da garota, com a frase: "Vi a menina dos meus sonhos no metrô". Além disso, pediu ajuda para encontrá-la, apresentando detalhes do encontro dos dois - como a hora em que a viu e a roupa que a jovem vestia.
Um amigo me explica que é um feitiço natural que as mulheres têm que nós somos todas meio bruxas e deixamos os homens assim, meio bobos. Perdendo um pouco o romantismo, ele conta que existe algum departamento inconsciente que age direto em suas cabeças de vento. (Detalhe, não fui eu quem falou que os homens têm cabeça de vento, foi um gênero da espécie que se definiu assim). O homem tem na cabeça uma espécie de quadro de medalhas, aquelas coisas e mulheres que ele se orgulha de conquistar.
Ele explicou também a parte dos sonhos, as mulheres com que eles sonham. As que seriam um grande troféu para eles e para contar para os amigos. Por que eles não vêem a menor graça em alcançar o grande triunfo e não dividir com os amigos. Então, as mulheres que ficam em suas memórias são aquelas que gostariam de ter algo. Não que ele não se lembre das outras que já passaram pela sua vida. Eles se lembram, mas a mulher eternizada na memória é a mulher inatingível.
Quanto ao Patrick, ele encontrou a moça depois de dois dias, mas explicou que não fará atualizações via internet sobre o que aconteceu. Informou aos curiosos que cada um terá que "inventar seu próprio final para a história”. Tenho certeza que os amigos dele sabem se ele se deu bem ou não. Eu, aqui no meu canto, fico pensando, na vida real também não é assim? Não somos nós que inventamos o final de nossas historias?
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| 04/12/07 19:07 |
Mico
Hoje pela manhã uma amiga me contou que estava rindo muito com uma pesquisa sobre “os micos do ano” feita por um site. Começamos a falar sobre os micos nos relacionamentos. Você tem algum? Me conta. Eu acho que sou rainha deste tipo de coisa e pretendo passar o troféu adiante. Às vezes tenho a sensação de que as coisas só acontecem comigo. Minha sorte é que o jogo de cintura ou o cinismo, dependendo da situação, sempre me salva.
Estava saindo para jantar com uma amizade colorida (vamos denominar “colorida”, porque rotular relacionamentos, no momento, não é o meu forte). Sair para jantar pela primeira vez com alguém tem toda aquela expectativa gostosa de um encontro. É um verdadeiro “date”, como dizem os americanos. É novidade, é bacana, tem frio na barriga e com isso os olhos brilhando.
Estava no restaurante sentada, rindo, contando e ouvindo histórias quando vi meu ex-namorado com os amigos sentar-se à mesa ao lado. Seria o mico do ano se a história com ele não estivesse pra lá de resolvida. Ao mesmo tempo me fez pensar: “É incrível, só acontece comigo, conto ou não conto que o moço ao lado é o ex?”.
Resolvi não contar (não naquele momento, depois falei), eu ia estragar o jantar por qual motivo? Nenhum. E constrangimento era algo que estava passando bem da minha mesa e da minha mente naquela noite.
Acredito na habilidade de transformar o complicado em simples. Dizem que o sorriso é o caminho mais curto entre duas pessoas. Então, sorrio. Um amigo que também estava na mesa ao lado costuma dizer: “se você não sorri para a vida, a vida não vai sorrir para você”. Concordo com ele, porque a vida e o moço que me levou para jantar têm sorrido bastante para mim.
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| 06/12/07 20:37 |
Estado Civil
Preencher quadradinhos de formulários para cadastros pode ser uma experiência e tanto para mulheres. O mundo mudou, os relacionamentos também e com isso a indiscrição destas fichas ficou cada vez maior. Existem opções demais ou de menos.
Solteira, casada, divorciada sempre fez parte dessas fichas. Agora existe o termo ‘amaziada’, o ‘moro junto, mas não sou casada’ ou ainda ‘outra situação não identificada’. Como assim? Qual é a descrição de uma situação não identificada? Estamos juntos, mas se formos definir não somos nada. Até quando você está ficando com alguém tem uma situação definida. Ficante.
Soube por meio de uma amiga, que um casal pode ir ao cartório e fazer uma ‘declaração de concubinato’. Isso serve, por exemplo, para inserir a outra pessoa em um convênio médico ou burocracias do gênero, se não houver uma certidão de casamento ainda. Ela, divorciada, conta que quando o casamento não dá certo, você deseja voltar ao estado civil solteira, mas será para sempre divorciada. E isso pesa. Se o casamento acaba mal, você pode desejar ser viúva. Estado civil que dura até você casar novamente. Solteira nunca mais. Ser viúva também pesa porque o falecido parece que não vai te deixar em paz.
Ela me conta também que se a mulher é solteira ou divorciada e tiver um “piti” no trabalho acaba sendo chamada de mal-amada. Só pode ter ‘piti’ quem é casada. Assim as pessoas aceitam bem. Supõe-se que a mulher casada não é mal-amada. Ela está casada e no ranking feminino de glórias, ser casada te eleva ao estado de ser bem resolvida emocionalmente. Mesmo que não seja, pois o caminho que leva a glória é o mesmo da perdição. Se ainda há dúvidas sobre o casamento você pode tentar isso em casa, basta ligar a televisão e assistir a um capítulo do seriado americano “Desesperate Housewives”. As dúvidas cessam depois de 40 minutos em frente sua TV. O lance é o seguinte, se você é solteira e mora com alguém, nada de ir ao cartório fazer declarações. A única declaração que deve ser feita é a de amor e isso não precisa de registro em cartório. É mais fácil cada um pagar seu convênio médico, poupa bastante dor de cabeça no futuro. Paixão, casamento, estado civil, assim como mulher, vento e sorte, podem mudar rapidamente. Nada é eterno.
No fundo, o melhor estado civil é um só. Ser feliz!
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Julia Duarte |
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| Este blog conta histórias e acontecimentos sobre o universo dos relacionamentos. São os reflexos de uma mente quase imperfeita. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Ou não... |
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