 |
| 31/12/07 11:07 |
Como se mede um ano a mais?
Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos. Quinhentos e vinte e cinco mil momentos bons. Como se mede um ano a mais?
Em dias? Em sonhos? Em beijos? Em coca-cola? Em noites, em sons, no riso e na dor.
Em quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos, como você mede um ano pra viver? Meça em amor.
Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos. Quinhentos e vinte e cinco mil sonhos que se quer. Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos, como medir a vida de um homem ou de uma mulher?
Em lições que se aprendeu ou nas vezes que errou? Em pontes que ergue ou no canto que chorou?
A hora é agora! Essa história não tem fim, de celebrar um ano na vida pra você e pra mim.
Como se mede um ano a mais? Meça com amor. Meça sua vida com amor.
|
|
Comentários ()
// permalink |
 |
| 03/01/08 16:57 |
Mickey
Um parque de diversões. Era assim que deveria ser a vida de todo mundo, mas não dá para ser feliz o tempo todo ou você corre o risco de ser taxado como um indivíduo cujo desenvolvimento mental está abaixo do normal para sua idade.
Há um ano atrás, fui comemorar a vida tomando champagne, não que tivesse algum motivo nobre, mas o fato de estar viva e feliz são sempre razões óbvias para tal. Bar lotado, muitas festas acontecendo no mesmo dia. Nossa mesa, na sacada, tinha mais de trinta pessoas. Várias conversas paralelas acontecendo, todas ao mesmo tempo, todos com histórias para contar. Ele chega meio tímido, no meio da confusão, vestindo uma camiseta com um desenho trash do Mickey, o que dá a ele um ar de menino com cara de homem.
Durante a noite, trocamos alguns olhares acanhados. Apesar de não conhecer quase ninguém, falo muito, sempre, mas adoro ver os outros, prestar atenção no que dizem e, principalmente, como dizem. Ele estava longe, o que dificultou minha tarefa em falar, mas pude observá-lo. Quando fui reparar no relógio, percebi que era tarde, que a garrafa estava naquele nível considerado abaixo do normal, assim como eu. Era hora de sair de cena.
No caixa, encontrei sem querer com ele indo embora. Ele me pergunta: “já vai”? E eu tento dizer uma frase de grande efeito, algo que pudesse fazê-lo rir, mas só consigo soltar: “vou sim, já está tarde”. Me sinto uma besta pela tentativa vã em tentar falar algo incrível em poucos segundos.
Era hora da bela adormecida aqui se recolher. Ficou para a próxima. Walt Disney sempre dizia: “Se o sonho te contempla, ele pode se realizar”. Viver é uma graça, assim como aquela camiseta...
|
|
Comentários ()
// permalink |
 |
| 06/01/08 13:29 |
Paixão
Ginger Rogers e Fred Astaire Tristão e Isolda Ross e Rachel Bernardo e Heloísa Vronsky e Anna Karenina Lancelot e Guinevere Dante e Beatriz Botticelli e Simonetta Napoleão e Josefina Romeu e Julieta Rhett Buttler e Scarlett O'Hara Frank Sinatra e Jack Daniel´s
Grandes pares. Pura paixão.
A paixão torna o ser humano hábil em louco. O mais impressionante é que do jeito que vem, vai embora. É praticamente como um tsunami. Inunda todos os poros, arrasta tudo e é cheia de conseqüências.
As pessoas não conseguem se controlar, muito menos se proteger. São pessoas que, temporariamente, já não se satisfazem em ocupar o próprio espaço, ocupam todos os espaços vazios. Tentam ocultar o inevitável. É uma vibração permanente, êxtase total, quase uma febre. Um perigo.
Tem explicação? Não tente encontrar. Entre optar pela lógica e as emoções enraizadas, as emoções quase sempre vencem. Certas pessoas que cruzam o nosso caminho não fazem parte de uma grande casualidade e sim do destino. E tudo que temos que fazer é aceitar que seja assim. Tudo que chega em nossas vidas chega por alguma razão.
Não tem como ser de outro jeito. Ela é sempre infinita enquanto dura. É boa, é ruim. Aos inimigos, a paixão. Aos amigos, a sorte de um amor tranqüilo.
|
|
Comentários ()
// permalink |
 |
| 07/01/08 11:34 |
As mentiras e o celular
Uma pesquisa realizada em cinco países europeus pela London School of Economics e uma empresa de telefonia celular britânica concluiu que mais da metade dos usuários de telefones europeus acha que o uso de torpedos tornou o ato de mentir mais fácil e comum. As pessoas dizem que acham mais fácil mentir em uma mensagem de texto do que em uma conversa telefônica ou pessoalmente.
Dias atrás passei um tempo conversando com um primo sobre mensagens de texto. Não falo aqui daquelas mensagens que queremos enviar, mas daquelas que enviamos por educação. Seja para responder um torpedo de alguém que você nem vai se dar ao luxo de telefonar. Seja para responder apenas para não passarmos por levianos na cabeça do outro.
O primo em questão me conta que não queria mais continuar saindo com uma moça. Desencanou e tinha seus motivos. Ele me contou e me convenceu, mas não cabia contar a ela. A pessoa te escreve cem palavras e você responde com duas. A situação fica chata, tanto para você quanto para quem recebe o torpedo do lado de lá. É alguém que está com saudades de você e você não sente o mesmo. Alguém que quer sair com você e você não quer. Alguém que diz que adorou te ver e você não gostou tanto assim. Como ser sincero em situações como estas?
Quantas vezes você já olhou um SMS e não sabia o que responder? A frase certa não vem e você pede a segunda opinião de um amigo. Segundas opiniões são mesmo importantes para casos médicos, compra de uma propriedade ou torpedos no celular.
O telefone traz novas formas de interação social e levanta questões sérias sobre a moral e a etiqueta, mas o fato é que numa situação ruim, tudo que você vai querer é bolar uma boa estratégia para sair dela. No filme Tropa de Elite, o capitão Nascimento tem uma frase ótima para casos com este: “Estratégia só tem lógica quando a missão faz sentido”.
|
|
Comentários ()
// permalink |
 |
|
 |
  |
 |
|
 |
Julia Duarte |
|
 |
| Este blog conta histórias e acontecimentos sobre o universo dos relacionamentos. São os reflexos de uma mente quase imperfeita. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Ou não... |
|
|
|