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| 06/03/08 14:46 |
Jogo da verdade
Hoje uma amiga estava me contando que está aprendendo a falar sobre seus sentimentos porque encontrou um moço sensível que não fez “joguinhos” na hora da conquista. Tudo bem rolar um jogo de sedução, mas jogar o tempo todo para que o relacionamento se instale é furada.
Eu nunca fui da falar sobre meus sentimentos e já mandei muita mensagem errada querendo dizer uma coisa quando queria outra completamente diferente. Já confundi muita gente por aí. Hoje, aprendi. Se me perguntarem algo, eu respondo. Se não perguntarem eu acabo falando o que quero, o que sinto e, claro, falo o que não devia porque nem sempre as pessoas estão preparadas para a sinceridade.
Meu primo fala que excesso de sinceridade faz muita gente correr pra longe. Eu acho isso ótimo. Só quero ao meu lado gente de verdade. Gente sensível para poder entender o que é falado e, o mais importante, o que não é falado.
Descobri com o passar dos anos que um homem só é homem de verdade quando aprende a falar o que sente e o que espera de você. Sem vergonha. Sem jogos. Se estiver jogando ele pode ser qualquer outra coisa, um menino, um moleque ou um rato, menos homem de verdade.
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| 04/03/08 19:17 |
Perdoar ou esquecer
Kill Bill é um filme sobre vingança. Bill atira em sua noiva porque ela está grávida e ele acha que o filho não é dele. O que quero falar aqui é que, além da vingança da noiva, o filme trata de feridas não cicatrizadas, ela se vinga porque está machucada. Tem um ditado que diz que uma pessoa pode não se lembrar que bateu em alguém, mas quem apanhou nunca vai esquecer.
Dá para perdoar ou esquecer alguém que atirou na gente quando supostamente deveria ter nos abraçado? É tão difícil fazer algum esforço para não machucar as pessoas que você gosta ou que gostam de você?
Estava ouvindo uma música de Damien Rice - “9 Crimes” - e ele canta que cometeu um pequeno crime amoroso, ficou com outra pessoa e que não tem nenhuma desculpa para o fato. Na hora da discussão ele diz que deu embora sua arma carregada. Seja ela de balas ou de palavras duras.
Na guerra a primeira reação das pessoas é se defender, carregar as armas para a batalha. E difícil ficar leve quando acontece uma briga. E na verdade, por mais que a gente se esforce, sempre vamos magoar alguém ou vão nos machucar. O que resta para as partes é perdoar ou esquecer. Minha pergunta é: um existe sem o outro?
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| 27/02/08 20:01 |
A pulga atrás da orelha
Uma amiga me contou que tem uma sina com as ex-namoradas de seus casos. A última roubada foi o moço que ela estava saindo voltar com a ex e lhe contar por e-mail. Eu acho que os moços deveriam vir sinalizados, igual placa de churrascaria. Vermelho: Não disponível. Verde: Vá em frente. Facilita a vida e ninguém é induzido ao erro.
Eu não tenho problemas com ex e nem atuais dos meus amores passados, convivemos tranqüilamente. Como seres civilizados. Me lembro apenas de um fato isolado no início da minha adolescência. Eu era alucinada por um moreno de olhos verdes que morava no mesmo bairro que eu, o Ricardo. A namorada “tostines” dele, que eu nunca soube se chegou antes ou depois de mim, me odiava. Não podia me ver. E era compreensível, a queda do rapaz por mim era recíproca.
Hoje em dia, se um moço me fala que namora, eu fujo. Corro igual o Papa-léguas do desenho animado. Não consigo disfarçar, fazer cara de paisagem e fingir que não é comigo. Eu até admiro as mulheres que conseguem fingir. Acho uma pena eu não ser burra, não sofria tanto. Está namorando? Tchau. Vai ser feliz.
Meu irmão tem uma teoria chamada “sábado à noite”. Cadê o (a) pretendente? Está do seu lado? Ele (a) é livre. Sumiu? Desconfie. Sábado é um dia chave, é fim de semana, é dia de estar com quem a gente gosta de verdade, é um dia que a gente pode escolher o que e com quem fazer as coisas sem horários.
Certa vez sai com um moço pra lá de especial que resolveu brincar no meio do almoço. Me disse que namorava. Engasguei, tossi, fiquei vermelha e quis pegar a bolsa e correr. A pulga se instalou no mesmo momento atrás da orelha. Depois, ele me disse que era brincadeira, que queria ver minha reação. Brincadeira sem graça, não?
Woody Allen no final do filme Manhattan ensina que a gente precisa confiar mais nas pessoas. A estrada para acreditar em alguém é longa. Não é pá pum, confio em você. Enquanto a pulga fica ali na orelha, eu fico também com o ensinamento de Freud que diz que ser inteiramente honesto consigo mesmo é um bom exercício. Todo mundo deveria tentar.
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Julia Duarte |
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| Este blog conta histórias e acontecimentos sobre o universo dos relacionamentos. São os reflexos de uma mente quase imperfeita. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Ou não... |
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