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| 13/03/08 00:00 |
Portas abertas
Li na Marie Claire canadense um moço falando que a melhor parte de um caso amoroso é o “first date”- primeiro encontro. Ele explica que depois os problemas se instalam e que temos que lidar com os defeitos da outra pessoa.
Eu acredito que todas as fases são importantes, mas acho que a melhor parte é antes de chegar ao primeiro encontro. O momento da troca de olhares e de tentar achar em cada riso qualquer “bandeira”. A fase do flerte, que vem acompanhada de borboletas no estômago.
Em um episódio de Friends, Ross&Rachel, o casal, voltam a fase do flerte depois de anos separados. Quando perguntam para ela em que pé está a relação, ela responde: “Estamos na troca de olhares”. Os amigos tiram o maior sarro da cara dela porque dizem que não existe nada de tão excitante nisso. Discordo, eu sou capaz de sentir calafrios com um olhar.
Eu, no meu talento para a loucura, escuto as palavras de um grande amigo que diz que é a expectativa que atrapalha tudo nos relacionamentos. Concordo com ele, apesar de achar difícil segurá-la. Como eu não tenho a menor idéia do que pode acontecer (porque sempre existe a possibilidade do moço não gostar de mim) acho que o mais importante é a jornada e não o destino final.
Deixo as portas abertas para o inesperado, ele e o moço pisciano já podem entrar. Sem bater.
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| 11/03/08 12:27 |
Habeas Corpus
O sistema judiciário americano prevê uma ordem judicial que restringe o acesso de malucos às pessoas normais. Nos Estados Unidos para qualquer fã fanático basta uma ordem judicial e ele é obrigado a permanecer a tantos metros de distância do objeto de seu afeto. Os metros são definidos dependendo da gravidade do tema em questão e da loucura alheia.
Outra palavra usada é stalker, em uma tradução livre para o português, eu diria que é um caçador à espreita. O londrino Jack, o estripador é um bom (ou mau) exemplo de perseguidor.
Aqui, em terras brasileiras, o que os mortais podem fazer contra perseguidores é um habeas corpus preventivo. Coisa que certamente não vai funcionar, mas vamos dizer que ele, o habeas corpus, nos livra ou deveria de gente sem noção. Serve para quando você está ameaçado de perder a liberdade de ir e vir para onde quiser e voltar quando bem entender.
Com isso, não antecipe o que o outro quer sem antes perguntar. Se perguntar, preste atenção na resposta. Todo mundo gosta de livre arbítrio, de poder decidir sem pressão. Não tente bancar um agente da condicional que deve saber onde seu preso foi, onde está e o que está fazendo. Liberdade vigiada é para gente que foi presa por motivos judiciais, não emocionais.
A Constituição Federal de nosso país prevê a liberdade de ir e vir. Estas normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. Portanto, dê ao outro a liberdade de decidir se ele vai sair, falar, ficar ou não com você. Enquanto o artifício judicial não é utilizado , pode ir treinando com chá. O de “semancol”.
PS: Habeas Corpus é uma homenagem ao exame da OAB do último domingo.
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| 10/03/08 09:30 |
Por que gritamos? Um dia, um filósofo indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
Por que é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas? Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles. Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?, questionou o pensador. Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.
E o mestre voltou a perguntar: Então não é possível falar-lhe em voz baixa? Surgiram várias outras respostas, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então, ele esclareceu: Vocês sabem por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir essa distância, precisam gritar, para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvirem um ao outro, devido a grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes, os seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram. Os corações entendem-se.
Por fim, o filósofo concluiu dizendo: Quando discutirem, não deixem que os seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não encontrarão o caminho de volta.
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Julia Duarte |
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| Este blog conta histórias e acontecimentos sobre o universo dos relacionamentos. São os reflexos de uma mente quase imperfeita. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência. Ou não... |
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